[sobreventos]

O vento se dispersa pela sua rapidez ou é apenas uma característica?

[ekundayo]

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Um defeito de cor é um livro que não consigo terminar de ler. Leio cada página querendo que ela se prolongue para que eu possa “ouvir” mais historias da personagem Kehinde, trazida à tona por Ana Maria Gonçalves. No fundo acredito que tenho medo de terminá-lo pela simples falta que ele pode fazer, assim como temo tantas outras faltas de vícios e problemas.

Na iminência de uma nova obrigação junto aos meus ancestrais, cuja responsabilidade e preparação confesso pouco cuidei, temo confrontar vícios antigos, medos atuais e características que não gostaria de possuir. Olhar para o passado, e para si próprio, não é um exercício fácil; menos ainda perdoar-se, encontrando os reais motivos de seus defeitos e problemas, assim como fez Kehinde.

Há no livro uma palavra que traduz esse sentimento: Ekundayo; algo como “alegria que advém da tristeza” ou mesmo “tristeza que é alegria”. Gosto muito dela. Mas não tenho certeza do quanto consigo compreendê-la.

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[21, novembro | 2013] at [12:32 am]

Publicado em [livros], [tempestidades]

[a ética e a mediocridade]

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Na semana anterior um fato constrangedor que não ocorria desde 2008: brigar com um colega de trabalho. Sei que isso não é um tema de Blog. Um post desse tipo causaria mais danos pessoais que resolução dos motivos da contenda. Não tratarei dele. Mas que se registre: ser coerente e ético é mais problemático que ser medíocre.

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[25, outubro | 2013] at [12:55 am]

Publicado em [tempestidades]

[discurso que não se vê]

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Para Roland Barthes, a fotografia possui algo de inclassificável porque reproduz um momento que repete mecanicamente algo que não se repetirá existencialmente. Isso foi… Ela não é meramente uma foto, mas a foto que traz consigo seu referente, exigindo de quem a “lê” um saber ou uma reflexão.

Nas fotos abaixo, dois momentos mágicos.

1) Ser homenageado (off record) por alunos da FACCAMP.

2) Conhecer Goulart de Andrade.

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Meu ex-aluno Adão, na formatura da FACCAMP.

Goulart de Andrade na 4ª SECOMFAP

Goulart de Andrade na 4ª SECOMFAP

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[25, outubro | 2013] at [12:49 am]

Publicado em [brisas leves], [imagens]

[ousadias]

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[Antes, cabe dizer que esse post está confuso. Mas precisei trazê-lo pois ele não mais se continha. Desculpe!]

Ana Maria Gonçalves, autora do romance Um defeito de cor, escreveu como epígrafe de um capítulo do seu livro um provérbio africado: “mesmo seco, o leito de um rio ainda guarda o seu nome”. Relida hoje, a frase diz muito, e em especial sobre mim.

Em um post antigo deste blog [auto-retrato em espelho partido] escrevi sobre minha trajetória até o ano de 2007/9. A ideia inicial era construir uma narrativa que me expusesse de maneira poética; não por me achar poeta, mas por querer ler minha trajetória como se apaixonado por uma narrativa de ficção. Ou, de outro modo, pelo poder de editor que possuo como escritor-autor-poeta-editor, querer fazer brilhar partes luzidias em oposição a momentos mais soturnos, que guardam coisas ruins de minha alma.

Nesse antigo post, duas mensagens, uma do meu irmão-tempo, outra de Dan (uma bela paixão do período) trazem apontamentos interessantes sobre os quais hoje, passado alguns anos, penso ser importantes retomar. Meu irmão-tempo disse: “os espelhos são sempre partidos… mas a visão pode sempre ser maravilhosa”. Já Dan escreveu: “Sua ousadia é cativante ….difícil não se apaixonar por esse ser humano incrível !!!”, ao que, levianamente, respondi: “Se apaixone e não se arrependerá…”. Há nesses comentários, duas visões muito particulares sobre mim e sobre os quais quero comentar.

Meu irmão-tempo me conheceu em 2002. Nos estranhamos no primeiro encontro e jurei nunca mais querer ver seu abuso característico. Mas o destino, senhor da sucessão inevitável de acontecimentos, resolveu de nos traduzir amigos. Me apaixonei pela intensidade de sua alma e posso afirmar que ele foi o primeiro grande amor de alma-amiga-irmã que tive na vida. Tivemos um relacionamento muito bonito por alguns anos e penso que isso deve tê-lo permitido conhecer muito sobre minha personalidade, histórias, características boas e, óbvio, ruins. Estas últimas, pela sua destreza e sabedoria, soube dosar e editar aquilo que poderia me ser dito sem magoar. Por diversas vezes percebi que ele se continha frente aos meus excessos ou questões, preferindo não derramar sobre mim sua infinidade de apontamentos, ou guardando-os para momentos como o do seu comentário sobre meu post.

Penso nunca tê-lo magoado com nada de ruim que minha alma possua. Mas me questiono se o que ele conhece de ruim consegue fazer-me menos interessante aos seus olhos. Ou, se como afirmou em seu comentário sobre o post de 2007, a sua visão sobre o meu “espelho partido”, ainda assim, me torna maravilhoso aos seus olhos.

Dan, conheci anos depois. Em 2009, numa balada paulistana, deparei-me com uma alma significativamente bela e vigorosa; tão vigorosa que fez a minha parecer pueril. Por Dan me apaixonei como homem. Perdi-me tanto em seu corpo, como em sua alma. Tivemos um relacionamento curto, pouco mais de três meses. Mas ele foi o suficiente para eu acreditar ser necessário rever o post escrito em 2007 e acrescentar o fato de estar “jabiracado” (adjetivo aprendido com Alberto e corrompido em seu significado no post para “apaixonado”).

Arrependi-me de ter alterado o arquivo original, cuja parte de seu conteúdo jamais vou recuperar. Mas mesmo isso, olhando hoje, diz sobre mim. Envolto na paixão que nutria por Dan, julguei possível tornar mais iluminada a centelha que nasceu dessa história. Do choque inicial de nossas almas, muita coisa ficou de ruim; talvez por inabilidade, ou por não termos maturidade suficiente para lidar com nossas próprias questões. Acredito que nos encaramos como a um espelho, ainda inteiro, pelo qual nos vimos.

Hoje, passados os anos, lembro-me muito mais com carinho e saudosismo do que nosso encontro nos proporcionou do que com a dor que senti no período. Para Dan, pouco tive chance de mostrar meu pior. Ou talvez ele tenha percebido e preferiu não compartilhar dela. Diferente do que ocorreu com meu irmão-tempo, penso tê-lo magoado com aquilo que minha alma possui de ruim. Seja como for, peço desculpa a ambos; um por conta da incerteza de causar mágoas, outro pela ciência de algum mal causado.

Por fim, cabe dizer que, apesar dos inconvenientes e de não saber ainda como lidar com ele, o meu pior também é parte de mim. É a volta de um rio cujas águas preferiram desviar, mas que ainda assim continua sendo rio.

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[5, outubro | 2013] at [3:57 am]

[overdose]

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Um aluno me fez retomar este blog. Valeu Sidney. De todo modo, duvido conseguir tempo pra [sobreventos].

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[24, setembro | 2013] at [11:11 am]

Publicado em [brisas leves]

[retomando]

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Alguém me incentiva, por favor!?!?

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[9, agosto | 2012] at [12:06 am]

Publicado em [brisas leves]

Renoir e seu ‘rasgo’

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Ouvimos ontem, diante da tela de Renoir:

“Ele tem um rasgo muito característico. Um traço muito particular”. 

Passei!!!

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Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[20, fevereiro | 2012] at [3:13 pm]

Publicado em [brisas leves]