[sobreventos]

O vento se dispersa pela sua rapidez ou é apenas uma característica?

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[na porta do metrô]

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Na calçada, em frente a saída da estação Liberdade, três pessoas aguardam por aquilo que os fizeram parar ali. Dois deles estão próximos à guia e uma terceira mulher encostada na parede fala ao telefone:

– Onde você está me vendo?… É. Eu já estou aqui… Como assim? Onde você está?… Como você está me vendo?… Onde?… Mas como você está me vendo?…

Irritado com a conversa que já deveria estar ouvindo bem antes de mim, e exatamente no momento em que eu passava pela cena, um dos ‘personagens’ próximos à guia responde:

– Na Globo!

Acho que nem o Galvão esperava por essa.

Filma eu Galvão!

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[27, junho | 2010] at [3:19 pm]

Publicado em [frases], [futilidades]

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[real life?]

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As drogas nos ajudam a ver outra realidade. Show!!!

Roubado de Alexandre Palo.

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[24, agosto | 2009] at [1:40 am]

Publicado em [futilidades], [internet]

[cerejinho…]

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Quanta saudade de você, meu pestinha…


Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[11, agosto | 2009] at [6:46 pm]

[stefhany]

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Como diria Marysa, minha gente, não há limite pra “bacaceira’ nacional. Nem LBFV esperavam por essa! Reparem no ‘prástico’ do quebra sol. Publicidade gratuita pra VW do Brasil. Será que as vendas aumentaram? Como o fez meu amigo Ciro ao comentar o vídeo, “acho muito digno”. Adouuuuuuuuuro!

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[29, abril | 2009] at [9:31 am]

[auto-retrato em espelho partido]

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Marcos, Marquinhos para os íntimos, nasceu numa terra distante, pantanosa, junto às garças, piranhas e jacarés. Segundo ele próprio, carrega as características de todos esses animais, pois afirma ser uma mistura de todas as suas qualidades e defeitos. Assim, considera-se uma pessoa de alma ‘estranha’, razão pela qual gosta daquilo que é diferente.

Era o menor dos primos mais próximos, e logo se tornou o saco de pancadas do primo carateca. Não conheceu o pai (por sorte sua), mas teve o privilégio de ser criado pela sua mãe policial, avó costureira, avô eletricista e irmã caçula.

Confessa-se um artista, mas nunca pintou um quadro, dançou um pas-de-deux completo, terminou uma escultura, montou um grupo de rock ou escreveu um conto; apesar de estar sempre contando algo de si e dos outros. Foi educado em missão salesiana; a mesma que ajudou a dizimar a população indígena do Brasil.

No jardim de infância usava uma ‘opa’ marrom para pintar seus quadros quase sempre incompreendidos. Odiava ter de fazer as “lembrancinhas” do Dia dos Pais da Tia Jô e sempre achou o Natal desnecessário e triste. Assim foi durante toda a sua infância.

No colegial, cursou um ano de escola militar, se desentendeu com seus superiores, mas ficou amigo dos músicos da banda militar. Por influência da corporação, tentou aprender violão, mas não teve paciência para passar da terceira aula (o mesmo aconteceu com o futebol, natação, ioga, judô…).

Jogado na rede ‘púbrica’, preferiu cursar o ensino regular a secretariado executivo, pois detestava tailleur e sua mãe não teria dinheiro para lhe comprar um Prada. Antes de terminar o último período, tentou a carreira militar por influência da sua mãe e avô, o que lhe rendeu uma viagem para o Rio de Janeiro, ocasião na qual se jogou nas primeiras baladas de sua vida e trepou pela primeira vez; mas e bom pular esta parte… Mas, gostou tanto e se viciou na ‘bagaça’ que preferiu se casar aos dezoito anos (logo após dar o troco no destino, calar a boca do mundo, passar em primeiro lugar no vestibular de Radialismo e se tornar funcionário de ‘repartição púbrica’; tempestivo e tudo em pouco menos de um ano).

Liberto do serviço militar (no fundo, cabulou legal o teste para ingresso na carreira militar), dedicou-se ao casamento e à faculdade. Mas, descontente com as limitações que o matrimônio lhe impunha, ‘embucetou’ geral. Como afirma, “é homem para casar”, mas possui uma alma significativamente atmosférica.

Terminou seu curso superior (afinal, se fosse preso, poderia ficar em sela especial), vendeu seu vídeo cassete e foi morar de favor na casa de um amigo. Profissionalmente nunca exerceu a função de radialista pois os baixos salários não dariam conta dos seus caprichos, sapatos e perfumes. Preferiu se dedicar aos estudos, embora, efetivamente, não goste de estudar preferindo falar ao telefone com amigos, organizar eventos, freqüentar baladas e dançar muito.

Tentou um novo relacionamento, mas ainda não tinha maturidade suficiente para entender as diferenças humanas. Reincidente (ou ‘pau torto’, se preferirem), novamente se ‘jogou’ no mundo. Vendeu seu Lada branco (carinhosamente apelidado de Igor), foi para o Rio de Janeiro, pegou chato experimentando uma sunga em Ipanema (sua era de ‘bolinha amarelinha tão pequenininho’ que sequer lhe escondiam as ‘partes’), fez cursos de cinema, produção, iluminação e artes, visitou parentes, assistiu “Dançando no Escuro”, freqüentou a noite boêmia da Lapa e Copacabana, andou quilômetros pelos calçadões de Copa, chorou por inúmeros motivos nas areias de Ipanema, arrumou muitos amigos, reviu diversos conhecidos e gastou seu pobre inglês em longos sessenta dias de férias.

Todo trabalhado na revolta, decidiu estendê-la também à sua vida profissional ocasião na qual ‘chutou o pau da barraca’, mudou-se para Campinas, fez mestrado, morou dois anos em Sampa (segundo ele, seus preferidos) e um em Jundiaí. Nesse período, recusou um convite para morar na “Zoropa”, mas foi nele que refez a história do seu pai, “adquiriu” novos parentes e agora vai com freqüência a Goiânia rever os seus.

Ainda não descansado, mudou-se novamente para Campinas, morou sozinho pela primeira vez e se tornou pai do Cerejo. Hoje mora novamente na capital paulistana, Zona Leste, no bairro do Belenzinho. No total, desde que veio para as terras paulistas, já se mudou de casa doze vezes. Não acredita ser essa ainda a sua última morada, mas a que vai levar alguns anos para haja alguma mudança.

Atualmente acredita-se professor, mas contraria as instruções pedagógicas que solicitam aos docentes não se sentarem nas mesas, realizarem controle de freqüência, exigir silêncio e não falar ‘gírias’. Apesar da indisciplina, dedica-se como ninguém à responsabilidade da docência e exige dos alunos os conteúdos aplicados em sala de aula. Acredita numa pedagogia progressiva, trata os alunos como iguais, como colegas com os quais ele troca conhecimentos, mas não se furta de imperar quando essa é sua única alternativa.

Diz sempre ser uma boa pessoa e que “quando é bom é bom, mas quando é mau é melhor ainda”. Acredita sempre no diálogo, mas quando seu interlocutor não é capaz de ouvi-lo vai entupindo seus próprios ouvidos com ranços, armas e algodões. Rancoroso como só ele pode ser, esquece sua raiva quando lhe oferecem uma pedrinha catada com carinho na rua. Adora bugigangas, livros, bolsas e sapatos; algumas por puro fetiche.

Devoto do Vento e da Terra, dedica-se o máximo possível ao que crê; embora se sinta sempre em dívida com suas energias constituidoras. Neste momento está “jabiracado”, acredita ser esse um dos seus melhores momentos sentimentais e confia na dádiva de um presente lindo que as energias lhe prepararam; afinal é preciso que haja um descanso dessa jornada.

Não tem uma cultura tão ampla. Arranha no francês, conhece pouco as principais bandas mundiais, mas adora Angela Rorô (era o único disco de vinil que tinha quando era adolescente), Maria Bethânia, cinema, tambor e sabe de cor quase todas as músicas da Coleção Disquinho.

Talvez um dia se dedique ao canto ou abra um bar num bairro a trinta metros acima do nível do mar, pois o aquecimento global lhe causa pânico.

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[18, setembro | 2007] at [3:06 pm]

[caburezando]

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Na voz de Elis Regina.

A Corujinha
(Vinícius de Moraes e Toquinho)

Corujinha, corujinha,
Que peninha de você.
Fica toda encolhidinha
Sempre olhando não sei quê.
O seu canto de repente
Faz a gente estremecer.
Corujinha, pobrezinha,
Todo mundo que te vê
Diz assim, ah, coitadinha,
Que feinha que é você.

Quando a noite vem chegando
Chega o teu amanhecer.
E se o sol vem despontando
Vais voando te esconder.

Hoje em dia andas vaidosa,
Orgulhosa como o quê.
Toda noite tua carinha
Aparece na TV.

Corujinha, corujinha,
Que feinha que é você.

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[28, julho | 2007] at [4:51 pm]

[a parte mais divertida de “A Gata Borralheira”, da coleção disquinho]

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Gata Borralheira

Arautos do Rei
“Sua Majestade, o Rei da Lindolândia, convida todas as moças solteiras do reino para o grande baile do Palácio onde serão apresentadas ao príncipe. Sua Majestade faz questão absoluta de que todas compareçam, sem exceção alguma.”
(E assim lá se foram de porta em porta tocando suas trombetas e fazendo o convite do Rei.
Quando passaram pela casa de Cinderela, Eufrásia e Pancrácia estavam estudando canto)

Eufrásia e Pancrácia
(som de piano) “Pelas campinas gentis, voam lindas brabuletas”… (ruído desafinado do piano)

Professora de Piano
”Meninas. Eu já disse que não são brabuletas. São Borrrrrrrboletas. Humpf. Vamos novamente.”

Eufrásia e Pancrácia
(som de piano) “Pelas campinas gentis, voam lindas borboletas. Com suas asas sutis. Verdes, vermelhas e… pretas. Ai quem me dera voar. Como tão lindos bichinhos. Só para as rosas beijar. Sem me espetar nos espinhos. Pelas campinas gentis…”.
(ruídos de trombetas) As trombetas do Rei. São os arautos. Vamos ouvir o que eles estão dizendo”

Arautos do Rei
“Sua Majestade, o Rei da Lindolândia, convida todas as moças solteiras do reino para o grande baile do Palácio onde serão apresentadas ao príncipe. Sua Majestade faz questão absoluta de que todas compareçam, sem exceção alguma.” (trombetas)

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[27, julho | 2007] at [10:03 pm]

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