[sobreventos]

O vento se dispersa pela sua rapidez ou é apenas uma característica?

[sufocado e nu]

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Sábado fui atacado por uma tristeza incomum que está me acompanhando até hoje. Perdemos uma ‘irmã’ cuja companhia não passava de um encontro feliz. Gostava dela como a uma amiga e uma professora com quem se convive em locais especiais. Entretanto, sua perda causou o despertar de uma série de reações que não sei onde irão parar. Um nó na garganta, fruto de quem não aprendeu a lidar com seus sentimentos desde criança, me atormenta. Tenho impressão de que minhas experiências são empurrões de alguma força que desconheço (conheço???). Desse nó, duas questões sobressaem: passado e futuro:

Do passado, lembrança de amigos, pessoas queridas, histórias hilárias e tristes, amarras, dor, cobranças, seguranças, obrigações, familiares etc. Do futuro, um universo a se descobrir, novas paixões, empregos, insegurança, novos amigos, paz, questionamentos…

Do presente, apesar dele já ser em si um passado, nenhuma lembrança positiva. Só esse nó atado em tempos passado que passa por ele como que em direção ao futuro (não tenho ilusão de que ele se desate ao passar de um lugar ao outro). Sonhos, pesadelos, medo da solidão, do fracasso, de ficar só, e esses olhos que insistem em se fechar quando deveriam permanecer abertos e vice-versa.

Ando extremamente desejoso em trilhar novos caminhos. Mas falta-me coragem para aceitar ser esse ser que se apaixona perdidamente pelo que não conhece, que depende de suas paixões, e que, na falta delas, é incapaz de realizar-se. E, em não se ‘realizando’, busca sempre novas paixões e acaba convivendo com a solidão de sua busca. Sua ‘paz’ depende apenas de sua vontade. Mas ela, ao mesmo tempo, é dependente de sua natureza em dividir seus amores.

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[20, fevereiro | 2007] às [4:15 am]

Publicado em [tempestidades]

Uma resposta

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  1. Olá, desculpe a invasão, mais estava dando uma busca por textos falando sobre novas paixões, e acabei me deparando com seu texto que é exatamente como estou me sentindo no momento e não consigo colocar em palavras tudo o que se passa comigo. Você consegue e o admiro por isso. Parabéns, não só nesse texto, mais também em outros que andei lendo.
    Gostaria de pedir sua permissão para que eu possa postar ele em meu space, com algumas adaptações minhas (alguns trechos não é o que eu vivi) mais com os créditos a você.
    Espero sua permissão e agradeço desde já.
    Abraços.

    Lucilene

    [22, maio | 2007] at [2:41 am]


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