[sobreventos]

O vento se dispersa pela sua rapidez ou é apenas uma característica?

Mais Vento. Desta vez, vindo de Bethânia

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Do CD “Mar de Sophia”
Dona do Raio, O Vento – A Dona do Raio e do Vento 

Vamos chamar o vento… 

É vista quando há vento e grande vaga
Ela faz o ninho no rolar da fúria
E voa firme e certa como bala
As suas asas empresta à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas
E sobre os abismos passa e vai em frente
Ela não busca a rocha, o cabo, o cais
Mas faz da insegurança sua força
E do risco de morrer seu alimento
Por isso me parece imagem justa
Para quem vive e canta no mau tempo

O raio de Iansã sou eu
Sagando o aço das amar de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
Que Santa Bárbara é santa que me clareia
A minha voz é o vento de maio
Cruzando os ares, os mares, o chão
O meu olhar tem a força do raio que vem de dentro do meu coração
(…)
Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que minha paixão
Quando o amor relampeia aqui dentro
Vira um Corisco esse meu coração
Eu sou a casa do raio e do vento
Por onde eu passo é zunido é clarão
Porque Iansã desde o meu nascimento tornou-se a dona do meu coração
(…)
Ela é a menina dos olhos de Oxum
Flecha que mira o sol
Oiá de mim

Written by Marcos Corrêa [Kiambu]

[24, janeiro | 2007] às [12:04 am]

Publicado em [pequenos ventos]

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