Revendo fantasmas
Nunca soube explicar ao certo o que sentia quando o via, Estar perto dele era como sentir medo, mas também prazer, Sua presença fascinava os meus olhos de criança pela forma como conseguia dissimular meu incômodo com sua presença e o amor que sentia por ele, Eu conseguia sentir sua presença abrindo a grande do portão e se aproximando com sua respiração pesada, restos de comida na barba, roupas sujas e sempre apertadas, Ainda consigo me lembrar do cheiro que exalava do seu corpo, uma mistura de sexo, tinta e suor que aprendi a buscar também em outros corpos menos deformados que o seu, Mesmo repleto de meus afazeres de criança não conseguia dizer não aos seus convites para acompanhá-lo aos locais onde as tintas, comidas e o sexo exalavam do ambiente, Essa vai doer um pouco, molha mais ele, dizia, sempre confiante de meu silêncio e do seu poder de homem que tudo pode, que tudo estraga, que tudo quer…
“de homem que tudo pode, que tudo estraga”. essa foi uma das coisas mais lindas que já li, juro. Me fez pensar e ver muitas coisas. O egoísmo do outro e essa mistura de excitação e não sei o que mais. E depois se descobre usado. Enfim…
Santiago
[28, Setembro | 2006] em [5:06 pm]
[...] primeiro post de [sobreventos] traz uma lembrança forte, amarga e significativa na minha vida. Sandy, afirmou ter visto nele [...]
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[21, Setembro | 2007] em [11:49 am]
[...] naquele momento, saber-me sexualmente ‘diferente’ (essa história é um pouco longa, mas já no primeiro post deste blog já aponto algumas considerações sobre isso). Todos esses fatores, talvez, tenham me [...]
[cobranças e observações] « [sobreventos]
[26, Dezembro | 2007] em [5:30 pm]