[sobreventos]

O vento se dispersa pela sua rapidez ou é apenas uma característica?

[ken lee]

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Depois de Vanusa, Ken Lee ficou no chinelo. Nesta versão a cantora pelo menos chegou próximo da melodia da música de Mariah Carey, muito diferente da cantora brasileira.

Escrito por Marcos Corrêa

[2, Setembro | 2009] em [1:30 pm]

Publicado em [internet], [música]

[o 'ovirundu' da Vanusa, dos 'mano' e dos que nunca 'ovirum falá dele', mas o conhecem bem na pele]

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A primeira versão do nosso Hino Nacional Brasileiro é da cantora Vanusa. Mesmo que a dela não seja muito diferente da de muitos brasileiros, é o mais novo alvo daqueles que acreditam que a defesa do ideal e da identidade da pátria se dá apenas pelo respeito a uma poesia extremamente positivista criada no início do século. Críticas à parte, isso não tira o brilho da versão vanusiana do nosso ‘ovirundu’.

Tudo bem que eu teria finalizado nos aplausos, batido cabelo e saído cambaleando pelos corredores do poder paulistano. Se bem que a ‘versão’ vanusística está bem a cara da mesa e teria sido melhor ela se sentar pra presidir a reunião. Reparem na cara deles! “(…) se em teu formoso, risonho e límpido… a imaaaaaaaaagem do cruzeiro”. E ela ainda ganhou dinheiro pra isso!

No fundo eu acho que todo o problema foi por culpa do ’bemol’. Estava um pouco ‘desafinado’. Acho muito digno!

Agora essa versão do ‘virundu’ dos ‘manos’ é show. A tradução é perfeita. Que tal adotarmos nos ciclos básicos da educação infantil? Quem sabe assim falamos a mesma lígua deles.

Esta última é pra quem nunca entendeu o significado de “fúlgidos, plácido, penhor, fulguras, florão, garrida…”. Uma versão visual!

Escrito por Marcos Corrêa

[31, Agosto | 2009] em [11:52 pm]

Publicado em [internet], [politica]

[apartamento]

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Não é Twitter, mas direto da Caixa Econômica, estou com os antigos proprietários para assinar o meu contrato para a compra do apartamento do Belenzinho.

Escrito por Marcos Corrêa

[28, Agosto | 2009] em [10:33 am]

[salinas]

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Salinas foi uma experiência fantástica. Não pela cidade em si, que efetivamente não tem nada de mais, mas pela minha coragem em percorrer 1200 km e conhecer, sem muita referência, a cidade que produziu uma das melhores cachaças do mundo, a Havana. Proibida de ser comercializada com o rótulo original, ela agora é engarrafada como Anísio Teixeira, nome de seu produtor.

Na foto, eu, e ao fundo a torre da igreja matriz. Na lembrança, bons amigos, paisagens e boas cachaças. Adoro!!!

salinas

Escrito por Marcos Corrêa

[25, Agosto | 2009] em [1:30 pm]

Publicado em [encontros], [lugares]

[passional ao máximo]

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Angela cantando ” Amor Meu Grande Amor ” seu primeiro grande sucesso. Número obrigatório em shows.

Escrito por Marcos Corrêa

[24, Agosto | 2009] em [12:24 pm]

Publicado em [internet], [música]

[real life?]

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As drogas nos ajudam a ver outra realidade. Show!!!

Roubado de Alexandre Palo.

Escrito por Marcos Corrêa

[24, Agosto | 2009] em [1:40 am]

Publicado em [futilidades], [internet]

[Envolvimento e presença em "Dia de Festa" e "O velho", de Toni Venturi]

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Em entrevista concedida após o lançamento do filme Dia de Festa (2006), Toni Venturi foi questionado sobre a possível relação existente entre seu filme e a “realidade” dos nordestinos mostrada por Glauber Rocha. Na ocasião, o diretor afirmou que Rocha trouxe o “Brasil do interior para a cidade” e que o seu documentário trouxe o “profundo do urbano para a própria cidade”[1]. A lógica está correta, apesar de discordarmos da afirmação do diretor sobre o papel de Rocha na transposição da “realidade” nordestina. Após assistir ao filme, dirigido em parceria com o arquiteto Pablo Georgieff (que realizava um trabalho de investigação de moradias alternativas para populações de baixa renda), essa afirmação nos possibilitou articular algumas considerações comparando este com o primeiro documentário do diretor (O Velho – 1997) especialmente no que se refere à sua ‘presença’.

diadefesta

Dia de Festa é um filme que busca transformar; talvez ai sua lógica com a filmografia glauberiana. Entretanto, papel dos tempos, a realidade trazida por Venturi está muito mais próxima a uma ação interventiva direta que a diletante ação política praticada por Glauber. O filme de Venturi mostra o urbano. Mas, antes disso, ao se inserir no seu cotidiano, visa despertar o espectador para uma realidade no mínimo embaraçante.

Desde O Velho (1997), filme sobre o líder comunista Luiz Carlos Prestes, passando por No Olho do Furacão (2003), que reconta a trajetória dos militantes da luta armada brasileira, filmado em parceria com Renato Tapajós, até as ficções Latitude Zero (2001), sobre dois personagens socialmente excluídos que vivem entre a intolerância e a paixão, e Cabra Cega (2004), sobre dois jovens militantes que sonham com a revolução social no Brasil, os filmes de Venturini giram em torno de questões políticas. Dia de Festa é igualmente um filme político; marca até então fundamental das produções de Venturi. Entretanto, apesar de político, passa longe do panfletarismo.

O filme é o primeiro documentário do diretor cujo universo desloca-se para questões sociais mais imediatas. Diríamos que se trata de um filme e temática “quentes”, ressaltados pelo “calor da hora” das historias narradas, em comparação ao tema frio dos documentários anteriores. Ou, usando uma terminologia adota por Jean-Claude Bernardet[2], trata-se de um “filme forte”. E penso que essa característica no filme se dá pela marcante presença do documentarista ao longo do filme, reforçada por suas opções narrativas e pelo envolvimento com o tema. Envolvimento que também existe em O Velho, mas que aqui se caracteriza de outra forma.

Dia de Festa faz um retrato do Movimento dos Sem-teto do Centro – MSTC a partir de quatro de suas líderes: Silmara, 34, Ednalva, 33, Ivaneti, 30 e Janaína, 18. A opção por escolher mulheres talvez contenha em si uma opção conservadora ao associar o universo feminino ao conceito de lar, moradia, habitação. Mas elas são apenas o ponto a partir através do qual diversos outros personagens aparecem para o espectador, construindo não só uma excelente imagem de uma realidade invisível, como afirmando a postura do realizador perante aquilo que documentava. Sua “amostragem” contempla personagens com históricas similares (são todas migrantes, ex-trabalhadoras do campo, moradoras de favelas e cortiços da capital paulistana) e com uma motivação comum: a vontade de mudar sua situação e de suas famílias. Entretanto essas semelhanças não as tornam iguais. Há em suas histórias diversas particularidades. Essas mesmas particularidades aparecem quando são apresentados personagens paralelos que sustentam os centrais: a senhora idosa que mora num “mezanino”, o travesti, entre outros.

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O documentário acompanha sete “ocupações” do MSTC ocorridas em 2004. Ou, como trata no filme, as “festas”. O termo não é apenas a maneira como o movimento identifica o momento máximo de suas ações político-sociais. Ele é igualmente a forma como o cineasta vê essa realidade. Calcado em um conceito festivo, sinônimo de celebração de eventos sociais significativos (nascimento, casamento, promoção funcional, e, até mesmo, a compra de um carro novo), a palavra ganha outra conotação no documentário. “Festa” é o termo usado pelo movimento para se referir ao seu clímax: a ocupação de imóveis abandonados no centro da capital paulista.

Durante suas seqüências iniciais temos a impressão de que as quatro líderes do movimento, aliadas às inquietações cotidianas de sobrevivência, estão preocupadas unicamente com uma ‘confraternização’. Montandas em conjunto, elas recolhem dos seus ‘companheiros’ os donativos para a ‘festa’. O termo, usado abertamente no filme, passa a impressão de que se trata de uma simples confraternização entre os “invasores”, numa estrutura narrativa que aponta para uma atividade festiva ligada a uma esquerda igualmente inócua. Colada às posturas, palavras de ordem e discursos que indicam anos de tradição de uma esquerda caricatural socialmente conhecida, esse termo é a própria essência do filme. Trata-se do que ele tem de mais positivo pois ao mesmo tempo em que aceita a transgressão do conceito de festa, brinca com o termo de maneira a causar impacto em quem assiste.

A construção dos personagens em Dia de Festa é muito diferente do personagem ora reticente, ora espetacular de Luiz Carlos Prestes. A postura do cineasta diante daquilo que documenta não é diferente nesses dois diferente nesses filmes, ao menos naquilo que podemos retirar da evidência visual que se configurou em suas imagens. No entanto é o olhar contemplativo do cineasta em Prestes que faz esse filme diferente de Dia de Festa.

Como aponta Geraldo Sarno[3], um documentário documenta com veracidade a sua maneira de documentar. E essa “maneira” de documentar revela igualmente o envolvimento do cineasta com aquilo que documenta pois é a partir disso que se tornará evidente sua postura diante daquela realidade descortinada apenas para a sua lente. No caso de Venturi o envolvimento com as temáticas nesses dois filmes nos parece muito evidente. Essa postura é tamanha que a simples opção da escolha de personagens explicita aquilo que o diretor elegeu como o mais adequado a ser construído de seus objetos, ou no mínimo sua postura diante daquela temática. Pois tomemos como exemplo uma questão que, de secundária, ganha o tema central em O Velho: a ausência de Anita Leocádia.

velho

Ao menos para aqueles que conhecem a história de Luiz Carlos Prestes, a figura de Anita Leocádia, filha do político com Olga Benário, é singular para se contar tanto a trajetória do pai quanto da mãe. Sua ausência no filme causa um estranhamento significativo. Ela sequer ganha o espaço destinado à sua negação. É solenemente ignorada. Em que pese seu direito ao silêncio, o documentarista não poderia deixar de explicitá-lo. Sua ausência causa um desconforto tão forte que desconfiamos dos depoimentos anteriormente cedidos.

Mas para entender essa ausência é preciso retomar, ao menos em parte, a trajetória do diretor na realização do filme. Segundo suas declarações a idéia de realizar o filme surgiu quando o cineasta morava no Canadá. Ao retornar para o Brasil Venturi entrou em contato com Prestes, ainda vivo, mas o projeto do filme acabou sendo postergado. Desse contato acabou nascendo uma relação que, dentro do filme, fica bastante evidente. Venturi é apaixonado pela figura de Prestes, mas não consegue estabelecer um posicionamento sobre o personagem que retrata. Chegamos mesmo a questionar qual é o verdadeiro perfil que o cineasta quis passar de Prestes, fato que sequer de longe chegamos a desconfiar em Dia de Festa.

A temática de Dia de Festa, como afirmamos, certamente contribuiu para torná-lo mais evidente. Entretanto, arriscamos pensar que a contemplação da figura do líder político, nascido de uma relação de amizade singular entre objeto de cineasta, sublimou o olhar de Venturi. Ou, além, o compromisso com uma historiografia do líder político sublimou sua visão pessoal sobre o personagem retratado. Resguardadas as devidas proporções, as personagens de Dia de Festa são assimetricamente opostas ao personagem inconstante construído por Venturi em O Velho.

Aqui outra afirmação do diretor nos permitiu compreender a diferença que percebemos entre os dois filmes. Venturi afirma que chegou a se envolver emocionalmente com as personagens retratadas em Dia de Festa, referindo-se a elas como “heroínas” e não simplesmente como líderes de um movimento. Óbvio pela própria narrativa, essa observação reafirma o nosso olhar sobre o posicionamento de Venturi diante dos seus personagens nos dois filmes apresentados.

Mas a questão não se resume na temática, diferenciada por natureza, mas essencialmente na postura do documentarista. Certamente o envolvimento com ações presentes e a proximidade dos mesmos com nossa realidade (de moradores das grandes cidades que, volta e meia, vêem imóveis depredados e abandonados nos centros urbanos) fazem o tema desse filme mais forte que o anterior. Mas, penso que não é o suficiente para caracterizar sua diferença. São dois excelente documentários, mas é impossível não perceber que a postura do documentarista no primeiro sublimou aspectos significativos que foram negados ao espectador.


[1] Bate-papo UOL, 25/04/2006, às 15h00. Disponível em: (http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/frames.jhtm?url=http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/).

[2] BERNARDET, Jean-Claude. Cineastas e Imagens do Povo. São Paulo: Brasiliense, 1985. Consultei também a edição de 2003.

[3] SARNO, Geraldo. “Quatro Notas e um Depoimento”. In.: Cinemais, número 25, setembro/outubro de 2000.

Escrito por Marcos Corrêa

[21, Agosto | 2009] em [6:43 pm]

[cerejinho...]

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Quanta saudade de você, meu pestinha…


Escrito por Marcos Corrêa

[11, Agosto | 2009] em [6:46 pm]

[ser ou não ser jornalista?]

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Reproduzo abaixo um texto recebido do JORNALISTA Onofre Ribeiro, de Mato Grosso, sobre a decisão do STF da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

Na semana passada o ministro Gilmar Mendes comparou o preparo para o exercício de jornalista ao de um chefe de cozinha. Metáforas à parte, mesmo que em se tratando de coisas que não são as mesmas coisas, e nem parecidas, a discussão merece análises. A argumentação usada para derrubar a exigência do diploma para o exercício do jornalismo foi de que ela surgiu em 1969 durante o regime militar para facilitar e controlar o exercício da atividade dos jornalistas.

É uma meia verdade. Verdade é que em 1967 surgiu uma lei de imprensa muito rigorosa com o fim de intimidar a imprensa, que na época era restrita a uma televisão nascente, a jornais com pouca circulação e restritos às grandes cidades, a algumas revistas. Na época o rádio era o grande veículo de penetração em todo o país, mas com baixo tom crítico. Dizer que a regulamentação da profissão se deu para controle dos profissionais não é verdade. O fato é que, por exemplo, em 1967 nascia a revista “Veja”, firmava-se a TV Globo, existiam a TV Tupi e outras de menor expressão, uma ou outra fora do eixo Rio-São Paulo. Mas o fato é que surgia naquele instante uma imprensa mais moderna, mais dinâmica com esses veículos citados, e com a reforma de jornais tradicionais como o “Jornal do Brasil”, no Rio de Janeiro, o centen rio “O Estado de São Paulo” e o “Zero Hora”, no Rio Grande do Sul.

A regulamentação veio no momento em que a imprensa se modernizava e se ampliava para uma sociedade brasileira urbana, no lugar da velha sociedade rural que morria no fim dos anos 60. O mercado pedia uma imprensa sintonizada com as novas transformações econômicas, sociais e, obviamente, políticas. A censura era aplicada aos veículos de comunicação e não aos jornalistas individual ou coletivamente. Eram punidos pela lei de imprensa aqueles que infringiam os duros artigos dela. No mais, a perseguição política por parte do regime estava voltada à militância política individual dos jornalistas, mas não sobre o conjunto dos jornalistas. É bem verdade que o regime militar não gostava da imprensa e nem de jornalistas. O preconceito era grande e aberto. Convivi de perto com o rótulo de que “os jornalistas são da esquerda”, “são comunista s” e “não são confiáveis”. Os jornalistas anteriores a 1969 foram equiparados aos graduados em faculdade de jornalismo. Mais tarde o provisionamento foi estendido mais de uma vez àqueles que não puderam se legalizar nas chances anteriores. Muitos ainda estão no mercado exercendo o jornalismo com competência e com dignidade.

Agora voltamos à questão do diploma cassado como norma para o exercício profissional. O mundo mudou e o poder da imprensa multiplicou-se por mil, além de que os quatro tipos de veículos (rádio, TV, jornal e revista) hoje vão muito além de 20, com a ramificação possível graças à internet e às tecnologias aplicadas na mídia convencional. A comunicação tornou-se uma ciência complexa e participante em todos os momentos de todas as atividades coletivas e individuais da humanidade. Imagino que isso só já bastaria para justificar a compreensão científica dos processos de comunicação social como atividade social, econômica, política e humana.

A construção de uma imprensa profissionalmente laica baseada nas diversidades “jornalísticas” de pessoas da sociedade, vai levar tempo e não se sabe que tipo de comunicação vai produzir. Pode se perguntar, por exemplo: o que vai acontecer com o formato das televisões, do rádio, dos jornais, das revistas, etc? Alguém, certamente, dirá que vai melhorar. Pode ser. Mas então, que se mude os argumentos de que um jornalista é igual a um chefe de cozinha. Cada um faz pratos muito diversos e diferentes. Poderá ser ótimo para as empresas lidarem sem gastos salariais com profissionais aleatoriamente. Mas e o conteúdo da informação geral, genérica, global e abrangente?Será feito por médicos, por advogados, por economistas, por dentistas, por professores e, quem sabe, por chefes de cozinha?

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

Escrito por Marcos Corrêa

[25, Junho | 2009] em [8:54 am]

[la llorona - frida]

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Escrito por Marcos Corrêa

[23, Junho | 2009] em [8:13 pm]

[saudades]

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Lindo é o Azul da lembrança que terei de você.

Descanse em paz Irmã.

Escrito por Marcos Corrêa

[30, Maio | 2009] em [8:08 pm]

[stefhany]

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Como diria Marysa, minha gente, não há limite pra “bacaceira’ nacional. Nem LBFV esperavam por essa! Reparem no ‘prástico’ do quebra sol. Publicidade gratuita pra VW do Brasil. Será que as vendas aumentaram? Como o fez meu amigo Ciro ao comentar o vídeo, “acho muito digno”. Adouuuuuuuuuro!

Escrito por Marcos Corrêa

[29, Abril | 2009] em [9:31 am]

[mudanças]

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Não sem susto, confesso, retorno a São Paulo. Quando pra cá vim para morar pela primeira vez, em 2004, sentia-me muito mais livre que hoje. Era como se eu merecesse o repouso intranquilo (pois é assim que vejo a capital) em uma terra de possibilidades e limites. Desta vez, o repouso toma vez de ansiedade. A terra que me oferecia espaços, lugares, encontros e desencontros agora se transformou no local onde irei atuar profissionalmente, onde deverei encontrar meus amores, amigos, espaços de alegrias e tristezas. Estarei preparado pra ela? Estará ela apta a me receber? Tempo.

Escrito por Marcos Corrêa

[28, Abril | 2009] em [11:31 am]

[lâmina]

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A espada do ‘guerreiro branco’ corta o vento insistente. Do encontro, a lâmina se gasta e o vento muda de direção. Estarão certos?

lamina

Escrito por Marcos Corrêa

[28, Abril | 2009] em [4:59 am]

[ugly girl, ou seria algo tipo 'cláudia pantera']

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Escrito por Marcos Corrêa

[24, Abril | 2009] em [10:55 am]

[quase]

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Hoje assisti a uma palestra na FMU, faculdade na qual leciono neste semestre. O tema era a nova campanha publicitária da faculdade baseada num conceito retirado de um poema de Sarah Westphal Batista da Silva, estudante de medicina e moradora da cidade de Florianópolis.

Citado como de autoria de Luiz Fernando Veríssimo, o poema nada mais é que uma resposta de Sarah a um grande fora levado de um rapaz com quem ‘quase’ namorou no ano de 2002. Seja como for, mais pela intensidade do texto e pela sacada do publicitário, reproduzo o texto abaixo e a propaganda.

Quase

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez, é a desilusão de um “quase”. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto! A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu!

Escrito por Marcos Corrêa

[24, Abril | 2009] em [2:03 am]

[se eu fosse você 2]

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Continuação da comédia [se eu fosse você], o filme conta a história de Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) que estão prestes a se separar quando mais uma vez trocam de corpos repentinamente. Envoltos em problemas da mudança de identidades, o casal ainda tem que paralelamente conviver com a gravidez de Helena e a da filha do casal, Bia, interpretado por Isabelle Drummond.

Filme mais visto em 2006, a versão de 2008 repete a fórmula “artistas da globo como chamariz principal” (o  que não é ruim), com o acréscimos de elencos da própria emissora que o co-produz através da Globo Filmes. Nesta versão, Chico Anísio e Maria Luíza Mendonça, em atuações pouco ‘luminosas’, fazem o papel dos pais de Olavinho (Bernardo Mendes), namorado de Bia.

Dirigido por Daniel Filho, o filme tem pontos muito positivos, em especial o fato dos atores principais estarem muito mais ‘descolados’ nos papéis que interpretam. Um filme leve, descontraído e despretensioso. Garantia de boas gargalhadas.

se-eu-fosse-voce-2-024

Escrito por Marcos Corrêa

[23, Abril | 2009] em [2:40 pm]

Publicado em [cinema]

[versões]

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Escrito por Marcos Corrêa

[21, Abril | 2009] em [3:41 am]

[sinédoque]

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Quando seus olhos não me encontram, preferindo a intensidade de sua alma, julgo irresponsável minha disposição frente aos seus excessos. Ou estaria eu contribuindo pra eles pois desaprendi a amar?

Escrito por Marcos Corrêa

[20, Abril | 2009] em [3:02 am]

[ofertas]

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Uma conhecida poeta em Mato Grosso, Marta Coco, fez um poema que gosto muito chamado ‘teia’: curto, simples, direto e visual.

Teia
(Marta Coco)

Árvore seca
A lua é mosca em sua teia

Hoje, entre um Vanilla Café e um expresso simples, me lembrei dele enquanto acariciava o braço de alguém especial. Tive naquele momento a nítida certeza de que gostar é uma palavra difícil de ser conjugada. Ainda mais se o objeto do seu afeto não for um animal, veículo ou uma planta.

Um conhecido dizia sempre uma frase que eu achava muito engraçada, mas que ainda não tinha entendido o real significado. Ele dizia que preferia as plantas carnívoras aos homens. Concordo em parte. Ao menos elas não permitem fazer conjecturas se irão ou não devorar o mosquito que se prende em suas garras. É morte certa. Já os homens, ao prenderem os outros em suas teias, não deixam claro se irão te devorar ou soltar; tudo é um indefinido, limbo.

É certo que esse é o limbo presente quando o assunto é “estar aberto a conhecer alguém”. Um relacionamento não é algo gratuito que nasça do nada de maneira clara, simples e limpa. Ele é fruto de nossas experiências passadas e presentes. Afinal, sempre somos nós mesmos o limite de conhecer o outro. Nossas dores, desejos, medos e angústias são os sentimentos que primeiro afloram quando há alguém cuja batida na porta do coração é diferente dos anteriores. O que talvez faça a diferença seja a maquiagem vou usar ao abrir a porta? Compensa o preço?

Gregos e Troianos
(Marta Coco)

O preço é sempre maior
quando o amor se oferece
pleno
e depois
não procura os vestígios
do que foi investido
num plano infindo de
sonhos
e comodidade.
Por isso
há quem arrisque o destino
da dívida
e há quem não suporte
a conta da saudade.

Escrito por Marcos Corrêa

[20, Abril | 2009] em [2:17 am]